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Para caminhar nas estradas da espiritualidade é preciso ter uma estrela guia. Uma mão condutora, terna, amorosa, porém firme. Sem esses Mestres e Guias condutores é impossível prosseguir em uma jornada segura, próspera e luminosa. Impossível também caminhar sem o auxílio das mãos amigas dos elementais, co-criadores da vida e da magia.
Deixo neste primeiro momento minha gratidão ao Povo Cigano que me adotou na espiritualidade e aos queridos amigos que tenho encontrado nesses caminhos, assim como aos quatro elementos que me inspiram e me iluminam a intuição e a visão além daquilo que posso ver em minha limitada capacidade.
Deixo aqui registrado meu amor e carinho às Mães Sara e Aparecida, guardiães deste Povo guerreiro e sofrido. Que Deus ilumine a todos os Ciganos encarnados e espirituais, pela difícil missão nestas eras de preconceito e intolerância. Que sua luz e alegria possa abrir as conscieências adormecidas. Assim eu peço ao Deus maior.
Desejo que todos aqueles que por aqui passarem recebam as vibrações de amor e alegria desta egrégora feita nas estrelas, SALVE O POVO CIGANO!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

GENE DA CIGANIDADE

«Não há nenhum gene de ‘ciganidade’»

Estudo português publicado na PLoS ONE

 
Populações ciganas europeias têm origem no noroeste do subcontinente indiano
Populações ciganas europeias têm origem no noroeste do subcontinente indiano
Os ciganos não têm individualmente uma marca genética ou biológica distintiva, conclui um estudo português publicado recentemente na revista internacional “PLoS ONE”, que descobriu que as populações ciganas europeias têm origem no noroeste do subcontinente indiano.

“Não há nenhum gene de ‘ciganidade’. As comunidades ciganas, como a portuguesa, não são compostas por indivíduos que tenham uma ‘marca’ genética ou biológica distintiva”, explicou à agência Lusa António Amorim, coordenador do estudo do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP).

Segundo o investigador, apesar de as pessoas poderem pensar que "os ciganos  têm determinadas características e que são portadores de qualquer coisa distintiva, o que se verifica, de facto, é uma atitude social de auto identificação e de reconhecimento pelos outros, mas não corresponde a nada individualmente verificável do ponto de vista genético”. 
António Amorim admite que esta conclusão pode servir para “desdramatizar questiúnculas” ou atitudes xenófobas que surjam em relação às comunidades ciganas. Contudo, o objectivo principal do estudo foi confirmar a origem e raiz comum das populações ciganas e traçar o percurso das suas migrações.

António Amorim
António Amorim
Os investigadores tinham já analisado em anteriores estudos as linhagens masculinas e marcadores genéticos com transmissão independente do sexo das populações ciganas portuguesas. Agora, centraram-se nas linhagens genéticas maternas e confirmaram que a origem destas populações se localiza no noroeste do subcontinente indiano (estado do Punjab). Concluiu-se ainda que as suas migrações levaram a diferentes graus de mistura com as diferentes populações locais.

Ao contrário das crenças contemporâneas, disse António Amorim, as comunidades ciganas actuais são geneticamente bastante diversificadas e incorporaram de forma diversa os elementos genéticos das várias populações europeias. A incorporação de genes de origem europeia é maior quanto maior for a distância geográfica do ponto de origem e à medida que aumenta também o tempo decorrido na migração.

Na investigação foram analisadas directamente 214 pessoas não aparentadas da Península Ibérica (138 das quais de Portugal), tendo os investigadores portugueses contado com a colaboração de cientistas catalães e de um austríaco.

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