MENSAGEM DO BLOG




Para caminhar nas estradas da espiritualidade é preciso ter uma estrela guia. Uma mão condutora, terna, amorosa, porém firme. Sem esses Mestres e Guias condutores é impossível prosseguir em uma jornada segura, próspera e luminosa. Impossível também caminhar sem o auxílio das mãos amigas dos elementais, co-criadores da vida e da magia.
Deixo neste primeiro momento minha gratidão ao Povo Cigano que me adotou na espiritualidade e aos queridos amigos que tenho encontrado nesses caminhos, assim como aos quatro elementos que me inspiram e me iluminam a intuição e a visão além daquilo que posso ver em minha limitada capacidade.
Deixo aqui registrado meu amor e carinho às Mães Sara e Aparecida, guardiães deste Povo guerreiro e sofrido. Que Deus ilumine a todos os Ciganos encarnados e espirituais, pela difícil missão nestas eras de preconceito e intolerância. Que sua luz e alegria possa abrir as conscieências adormecidas. Assim eu peço ao Deus maior.
Desejo que todos aqueles que por aqui passarem recebam as vibrações de amor e alegria desta egrégora feita nas estrelas, SALVE O POVO CIGANO!

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OS CIGANOS

" EM CIMA O CÉU,EMBAIXO A TERRA E,NO MEIO, OS CIGANOS."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ABENÇOE SEU LAR



O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e,
somente quando os responsáveis por ele
se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio,
para a vitória do amor, é que a vida na Terra
será realmente de paz e trabalho, crescimento
e progresso, porque o homem encontrará
na criança as bases justas
do programa da redenção.
(Emmanuel)

ACEITAÇÃO







Quem se aceita como é,
doando de si à vida o melhor que tem,
caminha mais facilmente para ser feliz, como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional,
em relação à felicidade que fizermos para os outros.
E a alegria do próximo, começa muitas vezes
no sorriso que você lhe queira dar.
(André Luiz)
 

CAUSA E EFEITO



“Ninguém foge aos princípios de causa e efeito,
mas ninguém está privado da liberdade
de renovar o próprio caminho,
renovando a si mesmo.”
André Luiz
Grande e afetuoso beijo

ATRAVESSAS RUDES PROVAS?



Atravessas rudes provas...
Acalma-te e abençoa.
Alguma ofensa à vista?
Esquece e abençoa.
Amigos desertaram...
Segue à frente e abençoa.
Sofres dificuldades?
Age, serve e abençoa.
Alguém te menospreza...
Silencia e abençoa.
Deus te guarda e abençoa.
Por nada te revoltes...
Emmanuel

A CIGANA

  

Rito de boa-sorte e fortuna onde os convidados recebem da noiva um cravo vermelho ...


A cigana se casa muito jovem, geralmente ao redor dos quinze anos e deve ser virgem, condição - aliás considerada fundamental para o matrimônio.
A virgindade será avaliada pelas mulheres mais velhas, pelas mães dos noivos e pela matriarca do clã no dia do casamento, sendo a mãe da noiva festivamente cumprimentada caso a filha seja virgem como pede a tradição. Se a jovem, o que é muito caro, já tiver tido experiência sexual e não for virgem, será severamente castigada, o casamento desfeito e deverá haver reparação aos pais do noivo. Em razão de tão sérias conseqüências as jovens ciganas se guardam de qualquer contato físico, não permitindo que um jovem ou um homem lhes encoste sequer a mão.
As mulheres casadas também são muito pudicas, não dando liberdade para que qualquer homem as toque ou faça qualquer demonstração de afeto físico. Até mesmo com seus maridos elas são bastante recatadas, em especial em público, pois, os ciganos temem os falatórios maldosos, as más línguas.
Apesar destas atitudes cautelosas tanto as jovens como as mulheres casadas são muito faceiras, insinuantes e provocantes, em particular quando dançam.
Elas usam a dança como instrumento de sedução, além da função da dança propriamente dita, ou seja, diversão, demonstração de alegria e parte obrigatória das festividades.
Festa de ciganos sem música e dança não é festa, e eles são muito festeiros, não perdendo nenhuma oportunidade de tocar seus violões, acordeons, violinos, cantar e dançar entusiasmadamente agitando pandeiros e batendo palmas, que acreditam ser uma forma de espantar a negatividade, abrindo espaço para a positividade

ZODÍACO CIGANO




  • PUNHAL – ARIES – 21/03 a 20/04
Quem nasce sob este signo gosta de estar sempre à frente das coisas. É uma pessoa de coragem, que possui espírito de luta e é comunicativa. Este signo pertence ao elemento FOGO e é regido por MARTE. Por isso, suas pedras mais indicadas são o RUBI e outras de COR VERMELHA.Dentre os cristais de origem brasileira, os melhores para ÁRIES são: GRANADA E RODONITA. Esse cristais possuem um efeito calmante para as horas de alta tensão e ansiedade.

  • COROA – TOURO – 21/04 a 20/05
Este é o signo mais determinado do zodíaco. Adora batalhar pelas coisas conseguindo alcançá-las com persistência e persuasão. Touro é um signo da Terra e tem a regência de Vênus. No reino mágico dos cristais, encontra relação na ESMERALDA, que emite seu intenso brilho de tonalidade verde em benefício da tranqüilidade dos taurinos. Também são favoráveis o JADE e o CORAL. E, entre os cristais brasileiros, destacam-se o QUARTZO ROSA e a TURMALINA.

  • CANDEIAS – GÊMEOS – 21/03 a 20/06
O poder de comunicação é a sua maior qualidade. Tem facilidade em fazer amigos e de se adaptar às diversas circunstâncias. Este signo pertence ao elemento AR é regido por MERCÚRIO. Pode contar especialmente com o benefício da pedra CRISOBERILO (Olho de Gato), seja como amuleto, utilizada junto ao corpo, ou como objeto de harmonização da casa. Já entre os cristais encontrados no Brasil, os melhores para Gêmeos são HEMATITA e a ÁGATA.

  • RODA – CÂNCER – 21/06 A 21/07
A sua principal característica é a sensibilidade. Mas é facilmente identificado também por seu jeito compreensivo, amigo, alegre, romântico e criativo. Regido pela LUA, CÂNCER pertence ao elemento ÁGUA. Dentre as pedras, as melhores são Pérola e a Opala, porque possuem reflexos lunares, ou seja recebem influências diretas do regente deste signo, a LUA. Quando às pedra brasileiras, o QUARTZO VERDE e o CRISOPRÁSIO são ótimos dos cancerianos.

  • ESTRELA – LEÃO – 22/07 a 22/08

Esta é uma pessoa talentosa, criativa e com espírito de liderança. Também possui alto confiança, força de vontade e muita energia. No entanto as vezes é vaidosa e ambiciosa de mais, não vendo limites para conseguir as coisas. Toda essa autoridade tem razão de ser: LEÃO é regido pelo SOL, além de pertecer ao elemento FOGO. Dessa forma, as pedras mais favoráveis para este signo são ÂMBAR, o CRISOBERILO e também o RUBI. Com relação às pedras brasileiras, recebe as melhores influências de cristal (QUARTZO BRANCO) e CORALINA.

  • SINO – VIRGEM – 23/08 A 22/09

Os olhos da pessoa deste signo estão sempre atentos, não deixando escapar nada à sua volta. Além do poder de observação, e também muito organizada, gosta das coisas nos seus devidos lugares. Pertencente ao elemento TERRA, VIRGEM é regido por MERCÚRIO. As suas melhores pedras são ÁGATA a CORNALINA e outras que tenham coloração AZUL-ACINZENTADA, pois têm facilidade de receber energias do planeta regente deste signo. Dentre as pedras brasileiras, a AMAZONITA também é uma ótima aliada sua.

  • MOEDA – LIBRA – 23/09 A 22/10

É muito gentil, sensível, possui uma personalidade agradável e equilibrada. Esta pessoa procura viver de bem com todos, gosta de dar e de receber conselhos, mas respeita muito a opinião dos outros. Porém nem sempre tem coragem para levar adiante seus planos. Signo do elemento AR é regido por VÊNUS. Como este é considerado o planeta do amor, suas melhores pedras são as ESMERALDA e o JADE.Também a TURMALINA ROSA e o CITRINO, que são pedras de origem brasileira, são muito boas para os librianos.
  • ADAGA – ESCORPIÃO – 23/10 A 21/11

Coragem, vitalidade e espiritualidade são palavras usadas para definir este signo. É uma pessoa que gosta de comandar, de ter as coisas sob o seu domínio. Por isso, geralmente não é fácil convivência no dia-a-dia. Pertencenteao elemento ÁGUA, ESCORPIÃO tem regência de Plutão, o planeta da força e do poder. Por isso, é bom que tenha sempre por perto a DIASPÓRIO ou a OPALA, que ajudam a ter pensamentos mais tranqüilos e pacíficos. Já dentre as pedras brasileiras, as melhores são a ÁGATHA DE FOGO e a TURMALINA.

  • MACHADO – SAGITÁRIO – 22/11 A 21/12
Pessoas otimistas generosas, sinceras e que diz o que pensa sem refletir muito. Sua personalidade ainda conserva um profundo amor pela liberdade. Por isso, pode acabar vivendo apenas em buscas de aventuras. Sob regência de JÚPITER, pertence ao FOGO. Por causa do seu espírito expansivo, se dá muito bem com cristais com a SAFIRA, o LÁPIS-LAZULI e a TURQUESA. No reino das pedras brasileiras destacam-se o TOPÁZIO e a SODALITA, que são especialmente benéficas para os sagitarianos.

  • FERRADURA – CAPRICORNIO – 22/12 A 20/01
Força e determinação não faltam para este signo. Acredita que pode vencer qualquer desafio, desde que empenhem para isso. É alguém muito sério e apegado as matérias. Pertencente ao elemento TERRA e é regido por SATURNO, planeta ligado à rigidez e ambição. Para amenizar essa características, as pedras mais indicadas são OPA NEGRA, a OBSIDIANA e o DIAMANTE.Já com relação as pedras de origem brasileira, as mais adequadas para os capricornianos são ÔNIX e QUARTZO FUMÊ.

  • TAÇA – AQUARIO – 21/1 A 19/02

Nada desagrada mais a pessoa deste signo do que regras e convenções sociais. Isso porque ele tem um jeito de ser e pensar sempre à frente de seu tempo. No entanto, é meio desligada, inconstante e insatisfeita. Este signo pertenceao elemento AR e é regido por URANO. Este planeta representa a individualidade. Por suas características, AQUÁRIO se dá muito bem com OPALA, e o DIAMANTE. Ainda pode contar com a ajuda das pedras brasileiras SODALITA e TURMALINA AZUL.

  • CAPELA - PEIXES – 20/1 A 20/03
Pessoa de natureza generosa, vive amparando os que precisam de ajuda. Pessoas de grande inteligência e curiosidade. Só que exagera na dose de submissão. Este signo pertence ao elemento ÁGUA e é regido por NETUNO, planeta que representa o mistério, a inspiração e a compaixão. Para atenuar suas características negativas e ressaltar as positivas, os picianos podem contar com a força da PÉROLA e do CORAL. Também recebem benefícios da AMETISTA e da ÁGUA-MARINHA, pedras de origem brasileira.



POVOS DAS ESTRELAS

Os ciganos


são povos das estrelas e para lá voltarão quando morrerem ou quando houver necessidade de uma grande evacuação. Há milênios os ciganos vem cumprindo sua missão neste planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento.

MESTRES CIGANOS ASTRAIS

 

Mestres Ciganos Astrais

Ao falar destes Espíritos Amigos, é preciso que primeiramente se diga da estrutura básica do mundo astral. Quando desencarnamos, temos do outro lado um vasto mundo igual ao nosso em toda a sua totalidade. Dependendo do nosso grau de evolução, teremos um período de aprendizado mais ou menos intenso ou doloroso. Continuamos a ter nossas principais características de personalidade e através de sucessivas reencarnações determinadas pelo Pai Eterno, evoluiremos.
Devido ao passar dos tempos, o nosso aprendizado tem cada vez maior aproveitamento. Isto é fator determinante independendo de credo, ou região do globo terrestre. Existem hoje inúmeras Colônias Espirituais, nos mais diferentes graus de aprendizado, em locais também diferentes, como no espaço astral mais adiantado, como nas camadas mais sublimadas, como na crosta terrestre e até nas profundezas da terra.
Explicar este processo se faz preciso, por que falando sobre os Espíritos Ciganos, é preciso que se diga que a base espiritual destes espíritos, é a soma do aprendizado das encarnações que já tiveram, e também que são de uma Colônia Espiritual distinta. Os Espíritos Ciganos são como todos os outros espíritos e também dispõe da liberdade do livre arbítrio. Hoje existe uma discussão muito grande sobre o trabalho destes amigos astrais em linhas não apropriadas para Ciganos, como Umbanda e Candomblé, torno a dizer que o livre arbítrio é dádiva de Deus, e assim sendo podem estes espíritos, entrarem em qualquer linha espiritual que lhe convenha. Os ditos Exu Wladimir, Exu Cigano, Pombagira Cigana, Ciganinha da Estrada, e muitos outros, são espíritos que por vezes assim se apresentam para a melhor identificação de seus médiuns e clientes, trabalhando com o mesmo padrão apresentado e conhecido. A denominação destes espíritos para os próprios pouco importa, se é para fazer o trabalho para o qual se tem permissão de Deus, não irá fazer diferença.
O espírito quase sempre prefere se aproximar de quem tem sintonia astral ou afinidade espiritual, uma vez que estamos também em fase de evolução. Vejo e ouço dizer muitas vezes, que os médiuns em geral nas sessões do Povo de Rua, quando estão na vibração das Pombagiras ou Exus Ciganos, se balançam demais para incorporar, e que nos casos de Espíritos Ciganos de linha pura, a incorporação se dá na mesma proporção que se sente um vento, uma brisa, caracterizando-se muito diferentes.
Isto se dá porque os primeiros estão em fase de evolução e purificação, logo num mesmo ciclo espiritual vívido pelo médium, o espírito conforme o esclarecimento que o médium for tendo, poderá mudar e se apresentar de maneira diferente. Isto vem confirmar o fato da existência destes espíritos, fatos que são negados por muitos que não tem este esclarecimento. Os Espíritos Ciganos de outras linhas são espíritos tão ciganos quanto os de linha mais pura, somente ainda não tiveram oportunidade de integrar seu protegido para que os trabalhos sejam feitos numa linha Rômani.
O esclarecimento dado, antes de falar dos amigos espirituais formadores dos Clãs, se dá porque estes amigos que formam os círculos são tão importantes pontos de apoio quanto em qualquer outro ponto, e por vezes alguns deles tem que se apresentar de maneira diferente do que lhes é habitual unicamente com o fito de ajudar, ciganos encarnados ou não ciganos.
Cada Mestre Espiritual tem a sua “Equipe” composta de três sub chefes, e muitos ajudantes numa hierarquia rígida e complexa. Muitos ajudantes que trabalham para alcançar um patamar mais sublimado, são batizados algumas vezes com os nomes dos Mestres, nomes derivados dos nomes, nomes dos Sub Chefes e nomes do Clã de quando viveram encarnados.
Sabemos nós, os nomes dos Mestres mais conhecidos e também o nome dos sub chefes de cada um, assim como a sua correlação astrológica. Sendo que os Clãs mais extensos são o de Wladimir e Manolo.

Os signos estão em ordem, da astrologia cigana, astrologia de caldeus, e astrologia dos mestres.

  • O Grupo regido pela Cigana Sulamita, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Punhal/Áries/Daga, e seus Sub Chefes são: O Cigano Marlos, e as Ciganas Celina e Guadalupe.
  • O Grupo regido pela Cigana Carmem, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Corôa/Touro/Galardóm, e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Carlos e Mirro e a Cigana Conchita.

  • O Grupo regido pela Cigana Madalena, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Candeias/Gêmeos/Canilha, e seus Sub Chefes são: As Ciganas Melani e Katrina e o Cigano Ramur.

  • O Grupo regido pela Cigana Esmeralda, tem a sua correspondência Astrológica com o signos de Roda/Câncer/Ambages, e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Tizibor e Zeno e a Cigana Paloma.
  • O Grupo regido pelo Cigano Juan, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Leão/Estrela/Ertredjá, e seus Sub Chefes são: As Ciganas Nazira e Tamirez e o Cigano Raphael.

  • O Grupo regido pelo Cigano Artêmio, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Sino/Virgem/Campanjá e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Hiago e Boris e a Cigana Ilarim.

  • O Grupo regido pelo Cigano Wladimir, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Moeda/Libra/Caucha e seus Sub Chefes são: As Ciganas Ísis e Carmencita e o Cigano Gonzalez.

  • O Grupo regido pelo Cigano Manolo, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Adaga/ Escorpião/Sablé e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Pedrowic e Justus e a Cigana Salomé.

  • O Grupo regido pelo Cigano Sandro, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Machado/Sagitário/ Puzebla e seus Sub Chefes são: As Ciganas Leoni e Zaíra e o Cigano Rámon.

  • O Grupo regido pela Cigana Natasha, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Ferradura/Capricórnio/Aparejo e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Thiago e Júlio e a Cigana Sâmara.

  • O Grupo regido pela Cigana Yasmim, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Taça/Aquário/Tatjo e seus Sub Chefes são: As Ciganas Ariana e Íris e o Cigano Pablo.

  • O Grupo regido pelo Cigano Ramiro, tem a sua correspondência Astrológica com o signo de Capelas/Peixes/Templos e seus Sub Chefes são: Os Ciganos Diego e Rodrigues e a Cigana Elizabeth.

Estes grandes amigos são bastante conhecidos e vibram geralmente pelo domínio do Mestre do Clã que pertence, no entanto cada um deles tem as suas próprias especialidades mágicas, e características próprias advindas de sua vida terrena. Temos também outros amigos, sendo impossível citar todos.
Os Ciganos encarnados, os que ainda estão nesta nossa dimensão, costumam fazer o que também chamamos de Roda Cigana, ou mais conhecido como “Avém Vourdakie Rromá” que reúne ao mesmo tempo elementos de ritual e festa, a tradução exata é “Tradicional Roda Cigana”, esse encontro de ciganos é feito para que se faça celebração de algo e obedecem a etapas precisas como se fossem um encontro espiritual, isto porque a espiritualidade esta sempre presente em nossas vidas. Por isso A Roda Cigana Espiritual é diferente de outros encontros espirituais, diferente de uma “gira” por exemplo, apesar da semelhança em ter etapas que precisam ser respeitadas.

A “Avém Vourdakie Rromá” Espiritual ou Ânima, tem entre seus preceitos, uma seqüência, todos são de supra importância e por isso todos detalhes devem ser cuidadosamente preparados para que nossos protetores astrais possam estar conosco através da corporificação, com a sua alegria mais pura.

BOLO LIBANITZA (CIGANO)

BOLO LIBANITZA (CIGANO)

excelente para festas ciganas


3 e ½ xícaras de farinha de trigo com fermento (controlar)
2 xícaras de amido de milho
1 xícara de açúcar refinado
1 colherinha de essência de baunilha
3 ovos batidos
1 xícara de leite
100g de manteiga em temperatura ambiente

RECHEIO
1 lata de leite condensado
½ xícara de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
3 ovos
1 colherinha de essência de baunilha
50g de queijo parmesão ralado
200g de ricota picada
50g de coco ralado desidratado

MODO DE PREPARO
1. Em uma vasilha misture farinha , amido, açúcar, baunilha e abra uma cova, junte a manteiga, ovos batidos e o leite, amasse inicialmente com a colher e depois com a mão até obter uma massa muito macia. 2. Junte mais farinha aos poucos, para ficar com consistência de massa de modelar, meio úmida, levemente grudenta. 3. Coloque em forma de abrir pequena (uns 30 cm de diâmetro). 4. Espalhe a massa no fundo e laterais da forma, até o topo da borda, passe a mão pela farinha que ajuda a espalhar bem. 5. Bata todos os ingredientes do recheio no liquidificador aos poucos. 6. Coloque o recheio na forma sobre a massa. 7. Asse em forno pré-aquecido para dourar, temperatura média/baixa cerca de 40 minutos, vai sair líquida e só depois de fria é que fica em ponto de cortar desenformar e cortar.

IMAGENS E ESTERIÓTIPOS DOS CIGANOS

 

  




Quando se fala em imagem de ciganos, tanto Fraser (2005) como Ligeóis e Teixeira (2007) remontam a imagens pintadas por artistas não-ciganos ou representadas em gravuras ou ilustrações para delinear uma visão, mesmo que de produção individual, propagada socialmente.

Fraser (2005) começa pelo vestuário, a identificar que roupas ciganas converteram-se no mundo em paradigma do exótico. Segundo ele, diversas pinturas e gravuras dos Países Baixos com temas religiosos, recorreram ao tipo cigano para representar mulheres orientais e especialmente egípcias. Motivos similares se fizeram populares entre os pintores italianos durante a segunda metade do século XVI. Outros modelos representavam uma cigana lendo mãos enquanto um garoto roubava a bolsa. Segundo Fraser (2005), a composição representa a implantação de um estereótipo concreto na mente do público. Também cita a farsa de Gil Vicente onde as ciganas são adivinhas impenitentes e os ciganos são viajantes de barcaças. Uma peça teatral suíça anônima de 1475, em uma na cena se pede que se fechem todas as portas e janelas da casa, tranquem o estábulo e recolham as galinhas pois vão passar os ciganos. Outra peça de Hans Sachs, quase da mesma época, associava os ciganos ao roubo, à bruxaria e à artimanha.

A prática da leitura de mão e da adivinhação sempre esteve vinculada a esse povo. Suas imagens européias mais antigas retratam essa atividade. Em geral, os associam a uma carga negativa para os moradores da região por onde passavam. É enfatizada a cor escura de suas peles, assim como cabelos sempre volumosos e negros ou ainda os descreve comparando-os com animais.



Segundo Teixeira (2007), no final do século XVIII e inicio do XIX houve a emergência de uma nova imagem dos ciganos, manisfetação verificável tanto nas canções populares (como uma que Carlota Joaquina cantarolava) quanto em peças teatrais. No Brasil, tendo a importância social do teatro do século XIX, os ciganos são menos ridicularizados, passando a ser representados como figuras românticas. O autor remonta a recorrência dos autores brasileiros aos modelos europeus, vendo nos ciganos uma figura valorizada tanto pelo seu exotismo como por sua proximidade do tipo europeu. Duas óperas foram executadas em Ouro Preto em 1771, “Ciganinha” e “A vingança da Cigana”, nas palavras do autor “a tradicional identificação com o crime e o comportamento desviante foi, com uma dose de piedade, diminuída enquanto acentuava-se a imagem romântica da buena dicha (leitura da sorte). As mulheres foram substancialmente transformadas de “leitoras da sorte sujas em mulheres heroínas, altamente sensuais e desejáveis” (TEIXEIRA, 2007, p. 124).


Conforme o autor, a visão estigmatizadora da cultura cigana foi sendo substituída por um encantamento a sua liberdade e “espírito indômito”. O comportamento diferenciado ganhou valorização por sua “capacidade de lidar com a dificuldade da existência diária”. Diante dos modelos Românticos e do ideal boêmio de Cervantes, emolduravam características glorificadas. Também carregavam a presença do sobrenatural e do mistério. Toma o autor como melhor exemplo da liberdade enaltecida a personagem da ópera “Carmem” de Georges Bizet (1838-1875), baseada no romance do escritor Frances Prosper Mérimée (1803-1870) e eternizada mais tarde em varias produções fílmicas.


Teixeira (2007) acrescenta uma característica de impacto no Brasil, o olhar cigano. Segundo o autor, a sociedade cigana por ter como base fundamental de transmissão de saber, e até mesmo para firmar contratos, tem o olhar como ponto de partida para compreensão entre duas pessoas. Não se sabe quando mas foram considerados portadores de um olhar mágico e poderoso, “capaz de lançar pragas e maldições”.


Já nas peças dos brasileiros Martins Pena e Manuel Antônio de Almeida, como nos livros de Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um Sargento de Milícias), o cigano volta a ser representado como ativo do roubo e do trambique De diversas fontes (FRASER, 2005) aprendeu-se sobre eles por meio de suas formas de ganhar a vida: as mais mencionadas são a leitura de mãos e a mendicância. Outras são o comércio de cavalos, o manejo de metais, a cura, a música e a dança. O roubo de comida, roupas e também dinheiro também é um tema recorrente. Fraser (2005) também menciona uma justiça própria, como “um império dentro de outro império, já que quando entravam em conflito entre si, as autoridades locais deixavam que por si só fizessem sua justiça.


Em seu livro “Anticiganismo: ciganos na Europa e no Brasil”, Moonen (2008) dedica um capítulo inteiro à construção e à perpetuação das imagens anticiganas. Segundo ele o aparecimento dos ciganos na Europa Ocidental evidencia documentos históricos que:


(…) deixam claro que muitos destes ciganos aparentemente tinham uma conduta pouco compatível com os valores culturais europeus da época, pelo que já no Século XV começaram a ser formados os primeiros estereótipos, segundo os quais os ciganos: 1) eram nômades, que nunca paravam muito tempo num mesmo lugar; 2) eram parasitas, que viviam mendigando; 3) eram trapaceiros, sempre aproveitando-se da credulidade do povo; 4) eram avessos ao trabalho regular; 5) eram desonestos e ladrões; 6) eram pagãos que não acreditavam em Deus e também não tinham religião própria. Por causa disto, em todos os países europeus, sem exceção alguma, os ciganos passaram a ser violentamente perseguidos, e em alguns países foram até exterminados. Cigano virou palavrão; ser cigano virou crime. (Ibidem, p. 2)




O problema da perpetuação desses conceitos é que são de âmbito generalizante, ou seja, se um cigano roubou um dia, todos são ladrões, reduzindo-se milhares de pessoas a um estereótipo mal definido. Um estudo de Moonem (2008) em torno dos primeiros ciganólogos revela outro problema. Somente a partir de meados do Século XVIII foram publicados os primeiros livros sobre os ciganos europeus, e quase todos os autores reforçaram ainda mais os estereótipos negativos já existentes. Dois pioneiros dos estudos ciganos: o alemão Heinrich Grellmann (1753-1804) e o inglês George Borrow (1803-1881) segundo Moonen (2008), até hoje costumam ser citados por muitos ciganólogos. Grellmann editou traduções de seu livro sobre ciganos em varias línguas. Consta que o corpo de seu livro tem considerações de outros livros, de procedência duvidosa e sensacionalistas, sendo que ele só teve contatos esporádicos com alguns poucos ciganos. Em um capítulo sobre comidas e bebidas ciganas, transcreveu a notícia de jornais de 1782 que acusava os ciganos de serem antropófagos, ou seja, canibais, comedores de carne humana. Em decorrência da publicação, 84 ciganos foram decapitados enquanto o livro tornava-se um sucesso editorial propagando conclusões equivocadas sobre os ciganos. Borrow, tradutor e divulgador da Bíblia em vários idiomas, em seu livro sobre os ciganos apresenta uma imagem negativa e estereotipada dos ciganos espanhóis, com os quais teve contato. Antes da publicação, escreveu: “os ciganos espanhóis são o mais vil, degenerado e miserável povo na terra”. Segundo Moonen (2008) três são as imagens equivocadas que não podem ser generalizadas sobre os ciganos: a de ladrão, a de trambiqueiro e a de vagabundo.